A minha casa é melhor que o Palácio de Versalhes
- Dorely M. Calderón

- 10 de mar. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 8 de dez. de 2025

“A minha casa é melhor que o Palácio de Versalhes” — uma afirmação perfeitamente razoável na era em que qualquer apartamento de 40 m² pode ostentar tecnologias que fariam Luís XIV corar de inveja. Enquanto o Rei Sol precisava de exércitos de criados para acender velas e arrastar cortinas de toneladas, eu controlo tudo com um comando de voz, que às vezes até funciona. Versalhes tem galerias infinitas, jardins simétricos e fontes coreografadas; eu tenho uma cafeteira que faz café sozinha e um robô aspirador que, dependendo do humor, decide encarnar a própria corte francesa e se recusar a trabalhar.
A verdade é que a minha casa supera Versalhes porque incorpora o melhor da inovação contemporânea: isolamento acústico (algo que o rei só sonharia ouvir — ou não ouvir), iluminação LED que não exige velas nem criados, e, claro, a suprema glória moderna: Wi-Fi, essa infraestrutura invisível que conecta tudo, menos quando mais precisamos. Assim, enquanto Versalhes brilha com ouro, espelhos e história, minha casa brilha com notificações, automação e a confortável sensação de que o luxo hoje não está no mármore, mas em conseguir ajustar a temperatura do ar-condicionado sem levantar da cama.
Porto Alegre, 2025



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