O Guggenheim Bilbao e o Volkswagen New Beetle
- Dorely M. Calderón

- 1 de jul. de 2025
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Atualizado: 9 de dez. de 2025

O Guggenheim Bilbao e o Volkswagen New Beetle nasceram quase juntos, nos anos 90, quando o mundo descobriu que a forma podia — finalmente — vencer a função sem precisar pedir desculpas. O museu de Gehry, com suas curvas metálicas que parecem ter sido sopradas por um titã distraído, redefiniu o urbanismo como marca registrada: uma cidade inteira redesenhada por um único edifício. O New Beetle, por sua vez, ressuscitou um carro que ninguém precisava, mas todo mundo achava “fofo demais para ignorar”, inaugurando a estética do retrô-irônico que fez o design automotivo parecer brinquedo de colecionador.
Historicamente, ambos funcionam como fetiches de uma mesma lógica: a de que o design pode salvar qualquer coisa, seja uma cidade industrial em decadência ou um carro com performance modesta. O Guggenheim virou símbolo do “efeito Bilbao”, enquanto o New Beetle virou símbolo do “efeito nostalgia”: dois monumentos ao fato de que, no fim das contas, nada atrai mais do que uma boa curva — seja em titânio ou em plástico automotivo.
Porto Alegre



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