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A roupa da Poltrona Paulistano

metropolis
O arquiteto Paulo Mendes da Rocha na Poltrona Paulistano.

A Poltrona Paulistano não tem estofado, tem roupa. E como toda boa roupa, ela não serve para esconder, mas para revelar. Um único pano — couro, lona, o que for — esticado com a confiança de quem sabe que a estrutura aguenta o constrangimento. Confia no aço como quem confia na ossatura. Nada de camadas, nada de enchimento terapêutico. Aqui, o conforto é direto, quase sincero demais.


A roupa da Paulistano não disfarça o corpo da poltrona, ela o aceita. É uma roupa que envelhece com dignidade, que marca, cede, dobra — e transforma o uso em biografia. Cada vinco é um recibo de presença humana.


Sentar-se nela é um pequeno ato de maturidade estética: você não espera ser abraçado, apenas sustentado. A Paulistano veste-se como quem não precisa agradar. E talvez seja exatamente por isso que continua elegante — ela não confunde conforto com disfarce.


Porto Alegre

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