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O concreto romano é mais durável que o moderno

Atualizado: 15 de dez. de 2025

metropolis
Pompéia, Monte Vesúvio, Itália. Foto de getty Images INC.

O fato de o concreto romano ser mais durável que o moderno costuma soar como uma afronta tecnológica: dois mil anos depois, ruínas seguem de pé enquanto viadutos contemporâneos pedem manutenção constante. Hoje, inclusive, engenheiros estudam o concreto romano para criar concretos modernos mais duráveis e sustentáveis.


Os romanos não buscavam desempenho máximo, mas permanência — misturavam cal, cinzas vulcânicas e paciência, algo hoje fora do orçamento.


A ironia é que o progresso acelerou tudo, menos a durabilidade. O concreto moderno é eficiente, rápido e normatizado; o romano era lento, “empírico” e surpreendentemente resiliente.


Enquanto hoje calculamos vida útil em décadas, eles construíam como quem escreve para a eternidade. No fundo, o concreto romano resiste porque não foi pensado exclusivamente para impressionar, mas para desafiar o tempo — e, até agora, está ganhando (mas, não substituiria o moderno para as necessidades atuais).


Porto Alegre

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